quinta-feira, 17 de março de 2011

MOGNO: COMERCIALIZAÇÃO TRANSPORTE INDUSTRIALIZAÇÃO EXPORTAÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.



MOGNO: COMERCIALIZAÇÃO TRANSPORTE INDUSTRIALIZAÇÃO EXPORTAÇÃO ATO JURÍDICO PERFEITO.


De: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (stj@stj.gov.br)
Para: ENOQUE TELES BORGES (teles_adv@yahoo.com.br)
Enviadas: Quarta-feira, 16 de Março de 2011 21:38
Assunto: Acompanhamento processual do STJ
Informamos a V.Sa. o(s) seguinte(s) andamento(s) :


16/03/2011 - 13:51:33 - Acórdão transitado em julgado
16/03/2011 - 13:51:34 - Processo eletrônico remetido ao STF com envio das peças digitalizadas e das peças geradas neste Tribunal

BREVE RESUMO DA DECISÃO:

Noticiam os autos que Red Madeiras Tropicais Ltda. ajuizou Ação Ordinária com o objetivo de afastar os efeitos da Instrução Normativa 17⁄2001 do Ibama sobre o estoque de 16.682,86 m3 de mogno a ela pertencente, para transportá-lo e comercializá-lo no território nacional e no exterior.

Assinalo que o Tribunal de origem não negou validade à Instrução Normativa 17⁄2001, mas, sim, à sua aplicação retroativa, de forma a obstar que as restrições nela previstas atinjam o comércio de madeira adquirida antes da sua edição. Confira-se o seguinte excerto do voto-condutor (fls. 1.916-1.917, e-STJ, grifei):

No caso em apreço, a parte Autora adquiriu a madeira antes da edição da norma supra citada, fato que é comprovado pelas notas fiscais da compra do produto juntadas à inicial.

Não é razoável que o IBAMA, com fundamento na necessidade de detectar eventuais fraudes a planos de manejo por ele próprio autorizados, suspenda toda e qualquer comercialização de estoques de mogno existentes em estabelecimentos comerciais de madeira, adquiridas de boa-fé.

Quando a autora (mera comerciante) adquiriu as madeiras de seus fornecedores, as ATPF's estavam perfeitamente regulares do ponto de vista da legislação ambiental vigente à época.

Nesse sentido, como determinado na sentença, deve ser afastada a incidência da Instrução Normativa nº 17⁄2001 do IBAMA, especificamente no que pertine ao mogno adquirido pela empresa-autora antes da edição da norma citada, permitindo sua comercialização, bem como a emissão da ATPF para o transporte.

A questão foi resolvida unicamente sob o prisma da irretroatividade da norma em face de situações consolidadas. Nesse contexto, a alteração do entendimento de que, quando da edição da Instrução Normativa 17⁄2001, a empresa recorrida já possuía direito à comercialização da madeira por ela adquirida depende do reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a aplicação da Súmula 7⁄STJ.

Nesse particular, registro precedente da Segunda Turma:

ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. IBAMA. EXPORTAÇÃO DE MOGNO. ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 7 E 211⁄STJ.

1. Decidiu o Tribunal de origem: "Regulares os estoques e comprovada a negociação que resultaria na exportação de mogno, já inteiramente aparelhada, é inadmissível a aplicação da Instrução Normativa IBAMA nº 17⁄01 com o fito de sustá-la, porquanto tal atitude implica em flagrante retroatividade de regramento jurídico, de modo a vulnerar ato jurídico perfeito e ferir direito adquirido à livre disposição patrimonial ( CR⁄88, art. 5º, inc. XXXVI e LICC, art. 6º, §§ 1º e 2º)".



ÍNTEGRA DO ACÓRDÃO:
 



Superior Tribunal de Justiça
Revista Eletrônica de Jurisprudência




RECURSO ESPECIAL Nº 980.848 - PR (2007⁄0209387-9)

RELATOR
:
MINISTRO HERMAN BENJAMIN
RECORRENTE
:
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
PROCURADOR
:
ESTEVAN TIAGO BORGES DOS SANTOS BOPP E OUTRO(S)
RECORRIDO
:
RED MADEIRAS TROPICAIS LTDA
ADVOGADO
:
FÁBIO PACHECO GUEDES E OUTRO(S)
EMENTA

PROCESSUAL CIVIL E AMBIENTAL. EXPORTAÇÃO DE MOGNO. INSTRUÇÃO NORMATIVA 17⁄2001. APLICAÇÃO RETROATIVA. SITUAÇÃO CONSOLIDADA ANTES DA SUA VIGÊNCIA. REEXAME DOS ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7⁄STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282⁄STF.

1. Red Madeiras Tropicais Ltda. ajuizou Ação Ordinária com o objetivo de afastar os efeitos da Instrução Normativa 17⁄2001 do Ibama sobre estoque de mogno a ela pertencente, para transportá-lo e comercializá-lo no território nacional e no exterior, obtendo êxito na instância ordinária.

2. O acórdão recorrido não traz elementos suficientes à constatação de que a sentença proferida em Ação Mandamental preexistente operou a coisa julgada sobre o objeto da ação de que cuidam os autos. Assim, a apreciação da suscitada ofensa ao art. 267, V, do CPC demanda a incursão nos elementos fático-probatórios dos autos, o que é vedado na instância especial. Incidência da Súmula 7⁄STJ.

3. O Tribunal de origem não negou validade ao poder fiscalizador do Ibama, mas, sim, à aplicação retroativa da Instrução Normativa 17⁄2001, de forma a obstar que as restrições nela previstas atinjam situações já consolidadas.

4. Nesse contexto, a alteração do entendimento de que, quando da edição da mencionada norma, a empresa recorrida já possuía direito à comercialização da madeira por ela adquirida esbarra no óbice da Súmula 7⁄STJ. Precedente do STJ.

5. Não se conhece de Recurso Especial quanto a matéria não especificamente enfrentada pelo Tribunal a quo, dada a ausência de prequestionamento. Aplicação, por analogia, da Súmula 282⁄STF.

6. Recurso Especial não conhecido.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça: "A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Castro Meira e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator.

Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Cesar Asfor Rocha.

Dr(a). CURT TRENNEPOHL(Procurador Federal⁄AGU), pela parte RECORRENTE: INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
Dr(a). FÁBIO PACHECO GUEDES, pela parte RECORRIDA: RED MADEIRAS TROPICAIS LTDA

Brasília, 02 de dezembro de 2010(data do julgamento).

MINISTRO HERMAN BENJAMIN
Relator


RECURSO ESPECIAL Nº 980.848 - PR (2007⁄0209387-9)

RELATOR
:
MINISTRO HERMAN BENJAMIN
RECORRENTE
:
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
PROCURADOR
:
ESTEVAN TIAGO BORGES DOS SANTOS BOPP E OUTRO(S)
RECORRIDO
:
RED MADEIRAS TROPICAIS LTDA
ADVOGADO
:
FÁBIO PACHECO GUEDES E OUTRO(S)

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Trata-se de Recurso Especial interposto, com fundamento no art. 105, III, "a", da Constituição da República, contra acórdão assim ementado: 

COMÉRCIO. DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE DE MADEIRA. MOGNO. ESTOQUE ADQUIRIDO ANTERIORMENTE À INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 17⁄2001.

Inexiste restrição legal para industrialização, comercialização e exportação quanto a estoque de madeira comprovadamente acobertada por notas fiscais de aquisição datadas anteriormente à Instrução Normativa nº 17⁄2001.

O Ibama alega contrariedade ao art. 267, V, do CPC, aos arts. 14, "b", e 19 da Lei 4.771⁄1965, e aos arts. 8º e 28 do Decreto 3.607⁄2000. Sustenta, em síntese, que:

a) há coisa julgada, ante o julgamento do Mandado de Segurança 2002.39.00.001491-9;

b) a Instrução Normativa 17⁄2001 está inserida no seu poder de polícia ambiental, e o Código Florestal respalda a proibição ou limitação do corte de espécies vegetais, bem como a imposição de restrições à atividade econômica relacionada a exploração de florestas;

c) a exportação do mogno, espécie vegetal em extinção, está sujeita às regras estabelecidas pela Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção – CITES, nas quais se inclui a possibilidade de contingenciamento.
Contra-razões às fls. 1.695-1.712.

Parecer do Ministério Público Federal pelo parcial conhecimento e provimento do apelo, no tocante à coisa julgada (fls. 1.767-1.773).

É o relatório.

RECURSO ESPECIAL Nº 980.848 - PR (2007⁄0209387-9)

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Analiso, de início, a alegação de coisa julgada em face do julgamento do Mandado de Segurança nº 2002.39.00.001491-9 pela Justiça Federal do Pará.

Noticiam os autos que Red Madeiras Tropicais Ltda. ajuizou Ação Ordinária com o objetivo de afastar os efeitos da Instrução Normativa 17⁄2001 do Ibama sobre o estoque de 16.682,86 m3 de mogno a ela pertencente, para transportá-lo e comercializá-lo no território nacional e no exterior.

A preexistência da referida Ação Mandamental foi suscitada como preliminar de litispendência pelo Ibama e rechaçada pelo Juízo de 1º grau nos seguintes termos (fl. 310, e-STJ ):

(...) cumpre salientar que a alegação de litispendência formulada pelo IBAMA não merece prosperar. Isso porque a ação de mandado de segurança anteriormente impetrada não se referia à fiscalização efetuada pelo IBAMA após a edição da IN nº 17⁄2001, justamente pelo fato de ter sido ajuizada anteriormente a ela. Assim, não obstante as duas ações se referirem em parte à mesma causa de pedir, a que tramita neste Juízo também se baseia em fatos que não foram considerados no mandado de segurança, pois leva em conta a fiscalização exercida, bem como refuta os resultados através dela obtidos.

Nesse passo, diante das possibilidades de relação entre as demandas, percebe-se que se está diante de caso de continência. (...)

E, à semelhança do que a Jurisprudência vem entendendo com a litispendência, pode ocorrer continência entre ação de conhecimento e mandamental.
Desta forma, como o feito impetrado na Seção Judiciária do Pará já foi julgado, tendo inclusive a parte autora requerido a desistência do feito, não há mais causa determinante da reunião de ambos os processos.

Posteriormente, foi proferida sentença julgando parcialmente procedentes os pedidos, para permitir a comercialização, em território nacional, da madeira adquirida antes da referida norma; contudo, impedindo a sua exportação.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou provimento à Apelação do Ibama e proveu o recurso da parte contrária, para permitir a exportação da madeira estocada. Com relação à preliminar em comento, consignou (fl. 1.918, e-STJ):

No que diz respeito à litispendência em razão do mandado de segurança impetrado pela empresa-autora no Estado do Pará, descarto a hipótese, porquanto evidenciada a ocorrência da continência, como reconhecido pelo Juízo a quo. Como o mandado de segurança já foi julgado, tendo a autora inclusive requerido a desistência do feito, desapareceu a razão possível e determinante de reunião dos feitos. Correta a decisão de fls. 279-281. Não há que se falar em violação à coisa julgada, como supôs o IBAMA.

Ao ratificar, nesse ponto, a decisão do Juízo de 1º grau, o Tribunal de origem encampou a conclusão de que a ação de que cuidam os autos se baseia em fatos não considerados no Mandado de Segurança, relativos à fiscalização realizada pelo Ibama após a edição da Instrução Normativa 17⁄2001.

O acórdão recorrido não traz elementos suficientes à constatação de que a sentença proferida na Ação Mandamental operou a coisa julgada sobre o objeto da ação de que cuidam os autos.

Assim, a apreciação da suscitada ofensa ao art. 267, V, do CPC demanda incursão nos elementos fático-probatórios dos autos, o que é vedado na instância especial. Incidência da Súmula 7⁄STJ.

Ultrapassada essa questão, passo a analisar as demais violações legais suscitadas.

O Ibama alega que a Instrução Normativa 17⁄2001 está legitimada no seu poder de polícia ambiental e visa a dar efetividade às disposições contidas nos arts. 14, "b", e 19 da Lei 4.771⁄1965, os quais limitam o corte de espécies vegetais em via de extinção e estabelecem restrições administrativas à atividade econômica relacionada à exploração florestal. Dispõem tais dispositivos:

Art. 14. Além dos preceitos gerais a que está sujeita a utilização das florestas, o Poder Público Federal ou Estadual poderá:
(...)

b) proibir ou limitar o corte das espécies vegetais raras, endêmicas, em perigo ou ameaçadas de extinção, bem como as espécies necessárias à subsistência das populações extrativistas, delimitando as áreas compreendidas no ato, fazendo depender de licença prévia, nessas áreas, o corte de outras espécies;
(...)

Art. 19. A exploração de florestas e formações sucessoras, tanto de domínio público como de domínio privado, dependerá de prévia aprovação pelo órgão estadual competente do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, bem como da adoção de técnicas de condução, exploração, reposição florestal e manejo compatíveis com os variados ecossistemas que a cobertura arbórea forme.

Assinalo que o Tribunal de origem não negou validade à Instrução Normativa 17⁄2001, mas, sim, à sua aplicação retroativa, de forma a obstar que as restrições nela previstas atinjam o comércio de madeira adquirida antes da sua edição. Confira-se o seguinte excerto do voto-condutor (fls. 1.916-1.917, e-STJ, grifei):

Com efeito, a Instrução Normativa nº 17 do IBAMA, de 19 de outubro de 2001, suspendeu (1º) o transporte, o beneficiamento e a comercialização de mogno, por tempo indeterminado, assim como suspendeu (2º) a concessão de autorizações de planos de exploração e de autorizações para desmatamento, e as já emitidas pelo IBAMA em área que contenha o mogno, e, ainda, a utilização das Autorizações de Transporte de Produto Florestal - ATPF em poder das indústrias madeireiras e dos comerciantes de madeira. E, segundo o art. 3º, essas suspensões terão caráter provisório, até a conclusão dos levantamentos dos planos de manejo, autorizados pelo IBAMA, referentes à exploração da espécie mogno e dos estoques de mogno existentes nas indústrias madeireiras e nos estabelecimentos comerciais de madeiras.

No caso em apreço, a parte Autora adquiriu a madeira antes da edição da norma supra citada, fato que é comprovado pelas notas fiscais da compra do produto juntadas à inicial.

Havendo fundados indícios de irregularidades no corte de árvores da espécie em tela, assim como na concessão das ATPF's respectivas, cabe ao órgão ambiental proceder à efetiva fiscalização, apurando as denúncias levantadas. Todavia, como bem mencionado pelo Julgador, não poderia norma interna do IBAMA(como no caso) vir a regular situações jurídicas já consolidadas anteriormente a sua publicação, surpreendendo as empresas interessadas.

Quando a autora (mera comerciante) adquiriu as madeiras de seus fornecedores, as ATPF's estavam perfeitamente regulares do ponto de vista da legislação ambiental vigente à época.

Não é razoável que o IBAMA, com fundamento na necessidade de detectar eventuais fraudes a planos de manejo por ele próprio autorizados, suspenda toda e qualquer comercialização de estoques de mogno existentes em estabelecimentos comerciais de madeira, adquiridas de boa-fé.

E não se discute o direito da autarquia de exercer o poder de polícia que lhe é inerente. A despeito disso, a regulamentação deve se dar de forma a respeitar situações anteriormente consolidadas, não se admitindo suspensão genérica por prazo indeterminado que atinja fatos anteriores, dada a necessária observância da irretroatividade das normas. Considerando que foi exatamente isso que aconteceu com a Instrução Normativa do IBAMA, que atingiu diretamente o exercício das atividades econômicas da autora.

Nesse sentido, como determinado na sentença, deve ser afastada a incidência da Instrução Normativa nº 17⁄2001 do IBAMA, especificamente no que pertine ao mogno adquirido pela empresa-autora antes da edição da norma citada, permitindo sua comercialização, bem como a emissão da ATPF para o transporte.

Está claro que o acórdão recorrido não nega o poder fiscalizador previsto nos arts. 14, "b", e 19 da Lei 4.771⁄1965, acima transcritos, inexistindo, portanto, fundamento para a violação suscitada pelo Ibama.

A questão foi resolvida unicamente sob o prisma da irretroatividade da norma em face de situações consolidadas. Nesse contexto, a alteração do entendimento de que, quando da edição da Instrução Normativa 17⁄2001, a empresa recorrida já possuía direito à comercialização da madeira por ela adquirida depende do reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a aplicação da Súmula 7⁄STJ.

Nesse particular, registro precedente da Segunda Turma:

ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. IBAMA. EXPORTAÇÃO DE MOGNO. ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 7 E 211⁄STJ.

1. Decidiu o Tribunal de origem: "Regulares os estoques e comprovada a negociação que resultaria na exportação de mogno, já inteiramente aparelhada, é inadmissível a aplicação da Instrução Normativa IBAMA nº 17⁄01 com o fito de sustá-la, porquanto tal atitude implica em flagrante retroatividade de regramento jurídico, de modo a vulnerar ato jurídico perfeito e ferir direito adquirido à livre disposição patrimonial ( CR⁄88, art. 5º, inc. XXXVI e LICC, art. 6º, §§ 1º e 2º)".

2. Inexistência de violação ao artigo 535 do Código de Processo Civil, pois a matéria deduzida nos aclaratórios não caberia ser analisada em face das circunstâncias  fáticas percebidas no julgamento da apelação.

3. "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo" (Súmula 211⁄STJ).

4. O acórdão foi solvido sob nítido enfoque constitucional, sendo inviável sua análise em sede de recurso especial.

5. A perquirição para desconstituir o reconhecido ato jurídico perfeito esbarraria no reexame probatório, o que impede sua análise nesta Corte, conforme explicitado na Súmula 7⁄STJ.

6. Recurso especial não conhecido.

(REsp 695937⁄PR, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 17⁄11⁄2005, DJ 28⁄11⁄2005, p. 254)

Com relação à violação dos arts. 8º e 28 do Decreto 3.607⁄2001, a recorrente argumenta que "não atentou o Tribunal Regional Federal para o fato de que o mogno já vinha sendo objeto de contingenciamento para exportação e isso era de pleno conhecimento das empresas madeireiras".

De fato, como o próprio Ibama afirma, o Tribunal de origem não abordou o apontado contingenciamento, tampouco foi suscitada em Embargos de Declaração eventual omissão quanto a esse ponto.

Assim, sem olvidar a Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em perigo de Extinção – CITES, ratificada pelo Estado brasileiro e implementada no nosso ordenamento interno pelo Decreto 3.607⁄2000, a pretensão recursal, nesse particular, está inviabilizada pela ausência de prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do STF.

Diante do exposto, não conheço do Recurso Especial.
É como voto.

CERTIDÃO DE JULGAMENTO
SEGUNDA TURMA

Número Registro: 2007⁄0209387-9
PROCESSO ELETRÔNICO
REsp 980.848 ⁄ PR

Números Origem:  200270000688264  200270000758771

PAUTA: 02⁄12⁄2010
JULGADO: 02⁄12⁄2010
Relator
Exmo. Sr. Ministro  HERMAN BENJAMIN

Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro HUMBERTO MARTINS

Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. CARLOS EDUARDO DE OLIVEIRA VASCONCELOS

Secretária
Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI

AUTUAÇÃO

RECORRENTE
:
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
PROCURADOR
:
ESTEVAN TIAGO BORGES DOS SANTOS BOPP E OUTRO(S)
RECORRIDO
:
RED MADEIRAS TROPICAIS LTDA
ADVOGADO
:
FÁBIO PACHECO GUEDES E OUTRO(S)

ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Atos Administrativos

SUSTENTAÇÃO ORAL

Dr(a). CURT TRENNEPOHL(Procurador Federal⁄AGU), pela parte RECORRENTE: INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA
Dr(a). FÁBIO PACHECO GUEDES, pela parte RECORRIDA: RED MADEIRAS TROPICAIS LTDA

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

"A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)."

Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Castro Meira e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Cesar Asfor Rocha.

Brasília, 02  de dezembro  de 2010

VALÉRIA ALVIM DUSI
Secretária

Documento: 860753
Inteiro Teor do Acórdão
- DJe: 04/02/2011

sábado, 5 de março de 2011

PROJETO DE LEI Nº 958 DE 2007 - CRÉDITO CONTRA A UNIÃO PODERÁ COMPENSAR DÍVIDA ANTIGA TÍTULOS: PETROBRÁS, ELETROBRÁS E REAPARELHAMENTO ECONÔMICO.


 

PROJETO DE LEI Nº 958 DE 2007 

CRÉDITO CONTRA A UNIÃO PODERÁ COMPENSAR DÍVIDA ANTIGA TÍTULOS: 

PETROBRÁS, ELETROBRÁS E REAPARELHAMENTO ECONÔMICO.


A sessão discutiu históricas pendências tributárias entre contribuinte e União.

Entre os débitos do governo federal com o contribuinte estiveram em pauta os empréstimos compulsórios emitidos por meio de títulos da Petrobrás, Eletrobrás e do reaparelhamento econômico.

Projeto de Lei nº de 2007
(Do Sr. Jilmar Tatto)

Dispõe sobre a permissão aos contribuintes para liquidação ou amortização de débitos relativos a tributos de competência da União.


17/2/2011 - 
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA) -  Nos termos do parágrafo único do art. 105 do RICD, DEFIRO o pedido de desarquivamento das seguintes proposições: PL 270/2007, PL 271/2007, PL 957/2007, PL 958/2007, PL 1136/2007, PL 1249/2007 e PEC 179/2007. INDEFIRO o pedido de desarquivamento das seguintes proposições: PL 6798/2010, PL 5274/2009, PL 272/2007 e PL 269/2007, porquanto a(s) proposição(ões) não foi(ram) arquivada(s). Publique-se. (íntegra)

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.


9/2/2011
PLENÁRIO  (PLEN) Apresentação do Requerimento de Desarquivamento de Proposições n. 279/2011, pelo Deputado Jilmar Tatto (PT-SP), que: "Requer o desarquivamento de proposições".(íntegra)
17/2/2011
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados  (MESA) Nos termos do parágrafo único do art. 105 do RICD, DEFIRO o pedido de desarquivamento das seguintes proposições: PL 270/2007, PL 271/2007, PL 957/2007, PL 958/2007, PL 1136/2007, PL 1249/2007 e PEC 179/2007. INDEFIRO o pedido de desarquivamento das seguintes proposições: PL 6798/2010, PL 5274/2009, PL 272/2007 e PL 269/2007, porquanto a(s) proposição(ões) não foi(ram) arquivada(s). Publique-se. (íntegra)


Data de Apresentação:09/02/2011

Apreciação: Requerimento - Regime de tramitação: Ordinária
Situação: NAJUR(SGM): Aguardando Análise - Ementa: Requer o desarquivamento de proposições




COMPENSAR CRÉDITOS E DÉBITOS TRIBUTÁRIOS.

União poderá arrecadar até R$ 70 bilhões para investimento em infra-estrutura

A União poderá arrecadar R$ 70 bilhões com a aprovação do Projeto de Lei 958/07, que permite a liquidação ou amortização de débitos relativos a tributos de competência Federal. A estimativa foi apresentada ,  durante audiência pública sobre o texto, de autoria do presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (Cdeic), Jilmar Tatto (PT-SP).

O projeto, em análise na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), propõe que inscritos na dívida ativa , que atualmente totaliza R$ 750 bilhões, possam liquidar a pendência adquirindo, com deságio, créditos oriundos de empréstimos compulsórios cobrados de terceiros pela União. Por essa operação, a estimativa é de que os cofres públicos recebam recursos que, de acordo com o texto, poderiam ser investidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Com o projeto, o estado não vai desembolsar nenhum centavo e serão atendidas fundações, entidades de ensino, de saúde e empresas que têm dívidas com a União", afirmou Jilmar Tatto durante a audiência.

A matéria levantou algumas questões entre os expositores participantes da audiência. O coordenador de Normas Gerais, Sistematização e Disseminação da Secretaria da Receita Federal (RF), Sandro de Vargas Serpa, alertou que a questão da compensação, mecanismo apresentado para a quitação dos débitos e créditos, tem resistência na Receita por deixar dúvida entre o que é título público, livremente comercializado, e empréstimo compulsório efetuado. O jurista e professor de Direito Tributário da Universidade Federal de Pernambuco, José Souto Maior Borges, defendeu que o projeto cumpre os requisitos da legislação tributária. "E a grande novidade é que será um gerador de receita ao Poder Público", acrescentou.

O auditor fiscal da Receita Federal, Paulo Roberto Cortez, ponderou que o projeto precisa impor condições para ser implementado como a exigência da origem dos créditos das empresas e seus respectivos registros.

Já o ex-professor da Escola Fazendária e Presidente da Associação de Defesa da Concorrência Legal (ADCL) e ex-secretário Adjunto da Receita Federal, Otto Glasner, entende que o projeto defende o interesse público.

Ele lembrou que os empréstimos compulsórios configuram um "limbo de irregularidades" e que o texto não se atém à discussão da compensação, pois trata de algo mais amplo e necessário: "este é um plano de recuperação fiscal de empresas."


COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS CONTRA A UNIÃO FARÁ JUSTIÇA AO CONTRIBUINTE.


Após audiência pública que debateu o Projeto de Lei 958/07 que permite a compensação de créditos contra a União, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) afirmou que convidará os expositores para uma reunião fechada na próxima semana. "Estou convencido de que a audiência pública atingiu seu objetivo. No entanto, quero sugestões pontuais em relação ao projeto", explicou o deputado que é relator do PL na Comissão de Finanças e Tributação.


A sessão discutiu históricas pendências tributárias entre contribuinte e União. Entre os débitos do governo federal com o contribuinte estiveram em pauta os empréstimos compulsórios emitidos por meio de títulos da Petrobrás, Eletrobrás e do reaparelhamento econômico.


Alfredo Kaefer defendeu a aprovação do projeto e acredita que ele fará justiça ao contribuinte. "Esse é o clamor da sociedade . Mas nós temos como obrigação, relatar da melhor forma possível, criando formas de que seja exeqüível diante das obrigações do Estado", declarou. Para ele, a proposta não onera o governo já que serão compensados créditos de difícil recuperação. "Além disso, estaremos desentulhando o judiciário com essa medida". Atualmente, a dívida pública ativa é de R$ 877,3 bilhões.


O relator do projeto na CFT, Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que pediu a realização da audiência com o deputado da Cdeic José Guimarães (PT-CE), adiantou que a iniciativa será aperfeiçoada para que possa ser posta em prática. "Ele (o texto) possibilitará desentulhar o Judiciário de ações de devedores com o Estado", disse. Kaefer terá reuniões com representantes do Ministério da Fazenda para propor melhorias ao projeto original.
Perto de 50 entidades estiveram representadas na audiência, realizada em conjunto com a CFT, que contou com a presença de seu presidente, o deputado Pedro Eugênio (PT-PE) e de seu primeiro vice, Felix Mendonça (DEM-BA).

Depois de passar por esta comissão, o projeto irá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ao Senado.

FONTE: Câmara dos Deputados.


ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO - CONSUMIDOR CLAMA POR UM MILAGRE



ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO.

CNPJ Nº 09.194.841/0001-51 - EM 12/11/2007.
AVENIDA BRIGADEIRO FARIA LIMA Nº 3.900 - 10º ANDAR.
CONDOMINIO EDIF PEDRO MARIZ BLOCO 31 CEP 04538-132.
FONES: 0800.722.7737; 0800.601.7444 FAX (11) 3016-7307


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MOTIVAÇÃO DA PUBLICAÇÃO.

Muitos consumidores estão sendo surpreendidos com o recebimento de boletos de cobranças e com cadastramento dos seus nomes de forma indevida junto ao SERASA e SCPC.

Consumidores diversos, após conhecer esse Blog que oferece endereço e telefones do Escritório Jurídico que o patrocina, nos ligam buscando saber a razão das cobranças indevidas e profundamente indignados em face do cadastramento indevido nos questionam sobre quais as providências que poderiam tomar contra o ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO.



DA MOTIVAÇÃO PARA A COBRANÇA PELO FUNDO:

O ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO, a exemplo de outras empresas de Investimento que exploram esse seguimento de mercado, tem comprado dívidas de terceiros, dívidas estas contraídas com empresas de comércio e prestadoras serviços diversos; obrigações não quitadas o prazo previsto ou acordado, as empresas credoras vendem esses créditos para todos quantos os queiram comprar.

Dentre essas empresas que vendem créditos da natureza acima descrita, estão as empresas: TELEFÔNICA; OI; TELESP; TELEMAR; BRASIL TELECON; VIVO E OUTRAS.

Em razão de adquirir créditos de empresas como as citadas, com presença em todo o território brasileiro, o ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO, se tornou um “credor uni presente” de diversos consumidores em todo o Território Nacional.

Daí a razão do QUASE CLAMOR NACIONAL, rogando uma providência séria, exemplar e definitiva contra o alegado Fundo.



NOTA IMPORTANTE:

O maior interessado para por fim a arbitrariedade ora posta deveria ser e vir do MERCADO FINANCEIRO, as atitudes do ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO, se constituem numa propaganda altamente negativa para esse seguimento da Economia.

A pergunta que se faz e que merece reflexão é a seguinte: Por que o mercado financeiro tanto nas suas dimensões privada e pública não propõem os  procedimentos legais na esfera Administrativa e Judicial visando encerrar as atividades do ATLÂNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO?

Imagina o por que? – Isso mesmo acertou!

Opine e proteste usando nosso BLOG:



AS COBRANÇAS E OS CADASTRAMENTOS SÃO LEGAIS?


O Código Civil ao tratar do DIREITO DAS OBRIGAÇÕES, no capítulo da Transmissão das Obrigações  e mais especificamente da Cessão de crédito, determina: (Grifo Nosso).

C.C. Artigo: 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.

C.C Artigo . 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se mediante instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 654.

C.C. Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita.

Não satisfeitas às determinações postas pela Lei Subordinativa Civil, a cobrança e o cadastramento contra o Consumidor pelo ATLÊNTICO FUNDO DE INVESTIMENTO e ou qualquer outra pessoa física ou jurídica são indevidos.



PROCEDIMENTOS LEGAIS:

O Consumidor que não foi devidamente notificado na forma da Lei; que não tomou ciência da notificação, na qual deve constar o prazo para se manifestar; caso esteja sendo cobrado ou que já esteja com o seu nome cadastrado no SERASA ou SCPC, pode e deve promover contra o autor da arbitrariedade a competente AÇÃO JUDICIAL para reparar o dano sofrido seja ele material ou moral.

Recomendo pela ordem procurar: o PROCON, um Instituto de defesa do Consumidor, IDEC, um profissional do Direito.





REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL



CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA



NÚMERO DE INSCRIÇÃO 
09.194.841/0001-51
MATRIZ 
COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO E DE SITUAÇÃO CADASTRAL
DATA DE ABERTURA 
12/11/2007 

NOME EMPRESARIAL 
ATLANTICO FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS NAO PADRONIZADOS 

TÍTULO DO ESTABELECIMENTO (NOME DE FANTASIA) 
******** 

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA PRINCIPAL 
64.70-1-01 - Fundos de investimento, exceto previdenciários e imobiliários 

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS SECUNDÁRIAS 
Não informada 

CÓDIGO E DESCRIÇÃO DA NATUREZA JURÍDICA 
222-4 - CLUBE/FUNDO DE INVESTIMENTO 

LOGRADOURO 
AV BRIGADEIRO FARIA LIMA 

NÚMERO 
3900 

COMPLEMENTO 
ANDAR 10 ANDAR CONDOMINIO EDIFICIO PEDRO MARIZ - B31

CEP 
04.538-132

BAIRRO/DISTRITO 
ITAIM BIBI 

MUNICÍPIO 
SAO PAULO 

UF 
SP 

SITUAÇÃO CADASTRAL 
ATIVA

DATA DA SITUAÇÃO CADASTRAL 
12/11/2007 

MOTIVO DE SITUAÇÃO CADASTRAL 

SITUAÇÃO ESPECIAL 
********

DATA DA SITUAÇÃO ESPECIAL 
********

Aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 1.005, de 08 de fevereiro de 2010.
Emitido no dia 5/3/2011 às 10:51:07 (data e hora de Brasília).